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Herbert Richers (produtor)

De Dublapédia

Para o estúdio com o seu nome, ver Herbert Richers.


Herbert Richers (Araraquara, 11 de março de 1923 – Rio de Janeiro, 20 de novembro de 2009) foi um produtor e empresário de dublagem brasileiro. Seu nome é conhecido nacionalmente devido à empresa que tem seu nome, que por décadas produziu grande parte das dublagens em língua portuguesa.

Biografia editar

Nascido em Araraquara, São Paulo, filho de Guilherme Richers e Maria Luísa Wulfes, ambos de ascendência alemã, Herbert Richers se mudou para o Rio de Janeiro na década de 1940 para cursar a faculdade de engenharia. Para complementar sua renda, começou a trabalhar como fotógrafo em um estúdio de cinema, e isso levou-o em 1946 a conhecer Walt Disney, que veio gravar um documentário na cidade e contratou Richers como cinegrafista. Logo se tornou amigo de Disney, e passou a frequentemente ir visitar seus estúdios em Los Angeles, inspirando-o a também se tornar produtor de cinema no Brasil. Inicialmente colaborou com a Atlântida Cinematográfica antes de fundar o seu estúdio, Herbert Richers S.A., no bairro da Usina, zona Norte do Rio de Janeiro, onde passou a, além de produzir, fazer distribuições de filmes para serem exibidos nos cinemas.

Tendo conhecido o sistema de dublagem em Hollywood, decidiu utilizar o método de gravar áudio na pós-produção primeiro para contornar as limitações técnicas da captação de som brasileira, com produções como Sai de Baixo (1956) tendo todos os seus diálogos dublados. Logo esse conhecimento passou a ser aplicado nos filmes exibidos na TV, resolvendo o grande problema das legendas, quase ilegíveis para a tecnologia da época. Em 1965, ele começa com a dublagem de produções e essa se torna a principal atividade. Além das produções internacionais, também era comum gravar as nacionais, já que até os anos 60, não havia tecnologia de captação simultânea de imagem e som.

A primeira obra internacional a ser dublada é "Zorro", para a TV Tupi. A partir daí, os estúdios de Herbert Richers se desenvolveram em um país em que a televisão começava a se tornar mais presente nas casas brasileiras. Na Rede Globo, o jargão de Herbert ganhou destaque especialmente no "Tela Quente". No início dos anos 1970, ele é o principal nome da dublagem no Brasil. Nessa época, Herbert Richers fica conhecido como o responsável por profissionalizar a dublagem no país. O clássico "As Aventuras de Tom e Jerry", por exemplo, foi uma das animações que os estúdios dublaram.

No início dos anos 2000 os estúdios começam a enfrentar problemas financeiros. Segundo Herbert Richers Jr., o pai contratava dubladores sob contrato, ao invés de fechar acordos por projetos. Herbert Richers resistia em mudar o esquema de contratação, segundo o filho. O pai utilizou as economias pessoais para manter a companhia aberta.

Morreu no Rio de Janeiro, na Clínica São Vicente, na Gávea, em 20 de novembro de 2009, em consequência de um problema renal. No início de 2010, pouco tempo depois da morte de Herbert Richers, o estúdio encerrou suas atividades e o prédio foi vendido a um grupo de empresários por R$ 1,7 milhão. Com o aumento de concorrentes em outras cidades que ofereciam trabalhos com preços menores, o estúdio teve o seu rendimento radicalmente diminuído. Houve tentativas de leiloar equipamentos para quitar várias dívidas, mas as mesmas foram ineficientes, com o estúdio fechando as portas devendo mais de R$ 8 milhões em dívidas trabalhistas.

O empresário era casado com a designer de joias Cookie Richers, com quem teve três filhos: o já mencionado Herbert Jr., Ronaldo e Celina. Seu sobrinho, Robson, também trabalhou como dublador e tradutor.

Galeria editar

Referências editar