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João Paulo Ramalho

De Dublapédia

João Paulo Ramalho (Olímpia, São Paulo, 6 de agosto de 1932 - Praia Grande, 10 de dezembro de 2006) foi um ator, locutor e dublador brasileiro.

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|-|Como Dublador=

|-|Como Diretor=

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Biografia editar

João Paulo Ramalho nasceu em 6 de Agosto de 1932 em Olímpia, São Paulo.

Na década de 1940, sua família transfere-se para São Paulo por decorrência do emprego do pai de João.

Desde cedo, João era apaixonado por rádionovelas. Ouvia todas, e queria seguir carreira no meio, mas seu pai era contrário.

Por conta disso, seu pai propõe que João faça um curso universitário, e após isso ele resolveria qual a carreira iria seguir. João prestou Direito, e junto com o curso, intercalava trabalhos em várias rádios de São Paulo, sem seu pai saber.

Com a conclusão do curso, João estava livre para escolher o que seguir, e resolver seguir, como sempre quis, a carreira de rádioator.

Teatro editar

Após isso, vai para o Rio de Janeiro, e começa a atuar no teatro. Na ocasião, esteve nas peças, Santa Marta Fabril (1955), ao lado de Margarida Rey, Odette Lara, Paulo Autran, Tônia Carrero, Dina Lisboa, Célia Biar, e outros, no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro.

E, Maria Stuart (1956), ao lado de Cacilda Becker, Leonardo Villar, Cleyde Iáconis, Hélio Colonna, Walmor Chagas, Sylvia Orthof, e outros, no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro.

Rádio São Paulo editar

Alguns anos depois, retorna à São Paulo, e volta a trabalhar com rádio. Passa por diversas rádios da capital, sendo a última a Rádio São Paulo.

Na emissora, entre outros, atua nas rádionovelas, Passado Que Volta (1960), O Santo Casamenteiro (1960), Uma Vida Pelo Teu Amor (1960), No Palco da Vida (1960), O Homem do Espelho (1960), O Cavaleiro do Céu (1961), No Rumo Das Estrelas (1962), A Vida em Do-Re-Mi (1962), No Palco da Vida (1962), Um Coração Entre Espinhos (1962), Fronteira do Inferno (1962), Crime em Família (1962), e A Inimiga (1962),

João permanece na emissora por dez anos, sendo a rádio em que mais tempo trabalhou.

TV editar

João também passou pela TV Record. Um tempo depois, atuou em novelas na TV Excelsior.

Cinema editar

No cinema, seu primeiro filme foi Excitação (1976), convidado pelo diretor Jean Garret, do gênero de pornochanchada. No mesmo ano, é convidado por José Mojica Martins, o Zé do Caixão, para ser seu dublador, graças a seu timbre forte e sua postura vocal. Nessa época, os filmes nacionais requisitavam de dublagem pela baixa qualidade da sonoplastia dos mesmos. João dublou Zé do Caixão nos filmes, A Estranha Hospedaria dos Prazeres (1976), Como Consolar Viúvas (1976), Inferno Carnal (1977), Delírios de Um Anormal (1978).

Alem dos filmes de Zé do Caixão, João continuava fazendo muitos filmes de pornochanchada, como, Noite em Chamas (seu segundo e último filme com Jean Garret) (1977), Reformatório das Depravadas (1978), Fugitivas Insaciáveis (1978), A Deusa de Mármore (1978), Porão das Condenadas (1978), Estupro (1979), Mundo-Mercado do Sexo (1979), Prisioneiras da Ilha do Diabo (1980), Império das Taras (1980), O Filho da Prostituta (1981), ...E a Vaca Foi Para o Brejo (1981), O Motorista do Fuscão Preto (1982), Muitas Taras e Um Pesadelo (1982), Curral de Mulheres (1982), Os Tarados (1983), O Cafetão (1983), e Massagem For Men (1983), Ivone, a Rainha do Pecado (1984), O Garanhão Erótico (1986), Horas Fatais (1987), Instrumento da Máfia (1988).

Em 1978 fez o seu único filme de gênero de comedia, ao lado de Mazzaropi em O Jeca e Seu Filho Preto (1978).

Em curtas-metragens, esteve em Babel Rum (1994), e O Roubo (1999).

Dublagem editar

Na dublagem, iniciou por volta de 1962 na AIC. Sua maior atuação no estúdio se dá por volta do anos de 1965, aonde atuou em diversas séries, como Viagem ao Fundo do Mar (1ª, 3ª, e 4ª Temporadas), A Feiticeira (4ª, 6ª, 7ª, e 8ª Temporadas), Lancer (1ª, e 2ª Temporadas), Perdidos no Espaço (3ª Temporada), Jornada nas Estrelas (2ª, e 3ª Temporada), Jeannie é Um Gênio (3ª Temporada), Durango Kid, Cidade Nua (4ª Temporada), entre outras.

Também foi no estúdio que começa a ser escalado para os atores Randolph Scott, Kirk Douglas, Burt Lancaster, Richard Widmark, Richard Egan, e John Wayne.

Esteve ativo no estúdio até por volta de 1972/73. Em 1973, a AIC, por conta da depressão econômica que vivia, é arredada pelos funcionários, e João é eleito procurador geral da mesma. Cargo esse que exerceu até por volta de 1976/77.

Em 1977, continua atuando na BKS, até que em 1978 começa a greve dos dubladores e João se afasta do estúdio. Na ocasião, ingressa na cooperativa Com-Arte, que começa a atuar com dublagem nos estúdios da TVS.

Nos anos de 1980, retorna à BKS, ingressa na Álamo, e continua nos estúdios da TVS, agora atuando nos estúdios Elenco e MAGA. É na Álamo suas primeiras escalações para os atores Chuck Norris, e Charlton Heston.

Nos anos de 1990, esteve nos estúdios BKS, Álamo, Gota Mágica, Dublavídeo, Marshmallow, Megassom, Master Sound, e Sigma.

Como diretor de dublagem, atuou no estúdio Álamo (1980 e 1990). Como locutor, esteve principalmente na Dublavídeo, em produções como Frankenstein (1984), Os Visitantes, e Sombras na Tempestade.

Afastou-se da dublagem por volta de 1999/2000, tendo logo depois descoberto uma doença no fígado ao qual necessitava de repouso. Nesse período, vai morar com a irmã em Praia Grande, litoral de São Paulo.

Veio a falecer em 10 de Dezembro de 2006, deste mesmo problema hepático.[1]

Trabalhos em Dublagem editar

Filmes editar

Randolph Scott editar

Chuck Norris editar

Kirk Douglas editar

John Wayne editar

Burt Lancaster editar

Outros editar

Séries editar

Animações Ocidentais editar

Filmes editar

Séries editar

Animes editar

Séries editar

Longas editar

Especiais e OVAs editar

Novelas editar

Tokusatsus editar

Trabalhos em Direção de Dublagem editar

Álamo editar

Filmes editar

Tokusatsus editar

Referências editar